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sexta-feira, 8 de maio de 2020

Exercícios diários para viver melhor



1. Para os olhos:
Contemple a infinita beleza nos gestos de bondade humana e na ação de Deus nas pessoas e no cosmos.

2. Para a língua: 
Fale com o coração e não apenas com a boca. As pessoas apreciam quem fala do bem que lhes move por dentro.

3. Para o rosto: 
Seja capaz de sorrir sempre para os demais. O sorriso é a janela da alma e ajuda a criar laços de fraternidade e de gratidão.

4. Para o ouvido: 
Fale menos e escute mais. Viemos num mundo de muito barulho e as pessoas esquecem a arte de ouvir. Há tanta coisa linda que pode aguçar nossa audição.

5. Para a cabeça: 
Tenha pensamentos construtivos e positivos. Não se deixe levar pela negatividade que parece determinar as relações entre as pessoas.

6. Para os pés: 
Caminhe para o conhecimento e para a sabedoria. Não vale a pena seguir andando por atalhos que não levam a lugar nenhum.

7. Para a respiração: 
Inspire o amor e agradeça pela vida. A gratidão é a memória do coração. É muito bom saber que vivemos envolvidos por esse ar amoroso e que sem amor não somos nada.

8. Para a força: 
Levante-se quando cair. Até Jesus caiu três vezes no caminho para o Calvário. Não se deixe derrotar pelas quedas!

9. Para o coração: 
Seja melhor a cada dia e busque sempre o bem. Na jornada da vida, a santidade se vive nos pequenos gestos que dão alegria.

10. Para a alma: 
Nunca caminhe sozinho, mas sempre com Deus. Tome consciência de que Deus está sempre com você, em todo o percurso de sua vida.

Pe. Eliomar Ribeiro, SJ
Texto extraído da Revista do Mensageiro do Coração de Jesus

quarta-feira, 6 de maio de 2020

Qual é o papel da Virgem Maria na Igreja Católica?


Maria é a Mãe da Igreja

São Bernardo, doutor da Igreja, disse que “Deus quis que recebêssemos tudo por Maria”. De fato, por ela nos veio o Salvador e tudo o mais. Sem dúvida, o papel preponderante da Santíssima Virgem na vida da Igreja é o de Mãe.
A Igreja, como o Cristo, nasce no seu regaço:
“Todos unidos pelo mesmo sentimento, entregavam-se assiduamente à oração, em companhia de algumas mulheres, entre as quais Maria, a Mãe de Jesus e de Seus irmãos” (At 1,14).
Neste quadro de Pentecostes, São Lucas destaca a pessoa de Nossa Senhora, a única que é recordada com o próprio nome, além dos apóstolos. Ela promove, na Igreja nascente, a perseverança na oração e a concórdia no amor. É o papel de mulher e de Mãe. São Lucas também faz questão de apresentá-la explicitamente como “a Mãe de Jesus” (cf. At 1,14), de forma a dizer que algo da presença do Filho, que subiu ao céu, permanece na presença da Mãe. Ela, que cuidou de Jesus, passa agora a cuidar da Igreja, o Corpo Místico do Seu Filho. Desde o começo, a Virgem Maria exerce o seu papel de “Mãe da Igreja”.
Com essas palavras pronunciadas na Cruz: “Mulher, eis aí o teu filho” (Jo 19,26), Cristo lhe dá a função de Mãe universal dos crentes. Entregando-a ao discípulo amado como Mãe, Nosso Senhor Jesus Cristo quis também indicar-nos o exemplo de vida cristã a ser imitado. Se Cristo no-la deu aos pés da Cruz, é porque precisamos dela para a nossa salvação. Não foi à toa que o Ressuscitado nos deu Sua Mãe.

Maria socorre a Igreja e seus filhos

Essa missão materna e universal da Santíssima Virgem Maria aparece na sua preocupação para com todos os cristãos de todos os tempos. Sem cessar, ela socorre a Igreja e seus filhos. Os cristãos a invocam como Auxiliadora, reconhecendo-lhe o amor materno que socorre seus filhos, sobretudo, quando está em jogo a salvação eterna. A convicção de que Nossa Senhora está próxima dos que sofrem ou se encontram em perigo levou os fiéis a invocá-la como “Socorro”. Nossa Senhora do Perpétuo Socorro!
A mesma confiante certeza é expressa pela mais antiga oração mariana, do século II, na época das perseguições romanas, com as palavras: “Sob a vossa proteção recorremos a vós, Santa Mãe de Deus: não desprezeis as súplicas de nós que estamos na prova, e livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita!” (Do Breviário Romano).

A Virgem Maria nos educa

Na sua peregrinação terrena, a Igreja experimenta, continuamente, a eficácia da ação da “Mãe na ordem da graça”. Ela tem um lugar especial no coração de cada filho. Não é um sentimento superficial, mas afetivo, real, consciente, vivo, arraigado, que impele os cristãos de ontem e de hoje a recorrerem sempre a ela, para entrarem em comunhão mais íntima com Cristo.
Nossa Senhora une não só os cristãos atuantes, mas também o povo simples e até os que estão afastados. Para esses, muitas vezes, a Virgem Maria é o único vínculo com a vida da Igreja. Ela nos educa a viver na fé em todas as situações da vida, com audácia e perseverança constante. A sua maternal presença na Igreja ensina os cristãos a se colocarem na escuta da Palavra do Senhor. O exemplo da Virgem Maria faz com que a Igreja aprenda o valor do silêncio. E o silêncio de Maria é, sobretudo, sabedoria e acolhimento da Palavra.
A Igreja aprende a imitá-la no seu caminho cotidiano. E, assim, unida com a Mãe, conforma-se cada vez mais com seu Esposo.
Fonte: https://formacao.cancaonova.com/igreja/catequese/qual-e-o-papel-da-virgem-maria-na-igreja-catolica/

sábado, 2 de maio de 2020

Por que Maio é o Mês de Maria?

Durante vários séculos a Igreja Católica dedicou todo o mês de maio para honrar a Virgem Maria, Mãe de Deus. A seguir, explicamos o porquê.
A tradição surgiu na antiga Grécia. O mês de maio era dedicado a Artemisa, deusa da fecundidade. Algo semelhante ocorreu na antiga Roma, pois maio era dedicado a Flora, deusa da vegetação. Naquela época, celebravam os ‘ludi florals’ (jogos florais) no fim do mês de abril e pediam sua intercessão.
Na época medieval abundaram costumes similares, tudo centrado na chegada do bom clima e o afastamento do inverno. O dia 1º de maio era considerado como o apogeu da primavera.
Durante este período, antes do século XII, entrou em vigor a tradição de Tricesimum ou “A devoção de trinta dias à Maria”. Estas celebrações aconteciam do dia 15 de agosto a 14 de setembro e ainda são comemoradas em alguns lugares.
A ideia de um mês dedicado especificamente a Maria remonta aos tempos barrocos – século XVII. Apesar de nem sempre ter sido celebrado em maio, o mês de Maria incluía trinta exercícios espirituais diários em homenagem à Mãe de Deus.
Foi nesta época que o mês de maio e de Maria combinaram, fazendo com que esta celebração conte com devoções especiais organizadas cada dia durante todo o mês. Este costume durou, sobretudo, durante o século XIX e é praticado até hoje.
As formas nas quais Maria é honrada em maio são tão variadas como as pessoas que a honram.
As paróquias costumam rezar no mês de maio uma oração diária do Terço e muitas preparam um altar especial com um quadro ou uma imagem de Maria. Além disso, trata-se de uma grande tradição a coroação de Nossa Senhora, um costume conhecido como Coroação de Maio.
Normalmente, a coroa é feita de lindas flores que representam a beleza e a virtude de Maria e também lembra que os fiéis devem se esforçar para imitar suas virtudes. Em algumas regiões, esta coroação acontece em uma grande celebração e, em geral, fora da Missa.
Entretanto, os altares e coroações neste mês não são apenas atividades “da paróquia”. Mas, o mesmo pode e deve ser feito nos lares, com o objetivo de participar mais plenamente na vida da Igreja.
Deve-se separar um lugar especial para Maria, não por ser uma tradição comemorada há muitos anos na Igreja ou pelas graças especiais que se pode alcançar, mas porque Maria é nossa Mãe, mãe de todo o mundo e porque se preocupa com todos nós, intercedendo inclusive nos assuntos menores.
Por isso, merece um mês inteiro para homenageá-la.
Fonte: https://www.acidigital.com/noticias/por-que-maio-e-o-mes-de-maria-22493

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sexta-feira, 1 de maio de 2020

São José Operário: Padroeiro dos Trabalhadores

Hoje é dia de São José Operário!


Na história da Igreja, a data de hoje é marcada por inúmeros conflitos, e revoltas sociais, sendo cristianizada por mais de 200 mil pessoas na Praça de São Pedro que gritavam: "Viva Crist trabalhador, vivam os trabalhadores, viva o Papa!", sendo assim naquele ano de 1955 o Papa daria aos trabalhadores um modelo e protetor: São José o Operário.
São José, o protetor da Igreja, assumiu a responsabilidade de não desamparar nenhum trabalhador de fé, seja ele da indústria, do campo, autônomo, homem ou mulher, lembrando-os que ao seu lado sempre estão Jesus e Maria.
A Festa de São José Operário foi autorizada pelo Papa Pio XII, que em um maravilhoso parecer sobre a luz que se faz crescer das obras produzidas pelo homem afirmou: "Queremos reafirmar, em forma solene, a dignidade do trabalho a fim de que inspire a vida social, as leis da equitativa repartição de direitos e deveres."
São José, que na Bíblia é reconhecido como um homem justo, é quem revela com sua vida que o Deus que trabalha sem cessar na santificação de Suas obras, é o mais desejoso de trabalhos santificados: “Seja qual for o vosso trabalho, fazei-o de boa vontade, como para o Senhor, e não para os homens, cientes de que recebereis do Senhor a herança como recompensa… O Senhor é Cristo” (Col 3,23-24).

HISTÓRIA  DE SÃO JOSÉ
São José era carpinteiro na Galileia e marido da Virgem Maria, protetor da Sagrada Família, foi escolhido por Deus para ser o patrono de toda a Igreja de Cristo. Esteve ao lado de Maria em todos os momentos, principalmente na hora do parto, que aconteceu em um estábulo, em Belém. Educou e protegeu o menino Jesus, com o amor de Deus-Pai. São José foi um homem justo, trabalhador e exemplo de pai. A simplicidade e a fidelidade fizeram de São José o protetor escolhido para Maria e para o próprio Jesus, bem como para todos nós.
“O Anjo do Senhor manifestou-lhe, em sonho, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber Maria como tua Mulher, pois o que nela foi gerado vem do Espírito Santo.” Mt 1,20

VIDA SIMPLES
São José devotou sua vida aos cuidados de Jesus e Maria. Vivendo do trabalho de suas mãos, como carpinteiro, sustentou sua família com dignidade e exemplo.
A profissão de carpinteiro propiciava dignidade à família. José era um judeu religioso e praticante. Ele consagrou o menino Jesus no Templo, logo depois que o menino nasceu. Este ato só era praticado na época por judeus piedosos. São José levava sua família regularmente às peregrinações de seu povo em Jerusalém, como, por exemplo, na Páscoa. Foi numa dessas peregrinações em que, na volta para Nazaré, o menino Jesus ficou em Jerusalém conversando com os doutores da lei.O menino tinha, então, doze anos. José e Maria, aflitos, voltam ao templo e encontram o menino Jesus debatendo com os doutores da lei. Nesta ocasião, Jesus afirma que “Tinha que cuidar das coisas de seu Pai”. Esta é a última vez que José é mencionado nas Sagradas Escrituras. Todos os indícios levam a crer que José faleceu antes de Jesus começar sua vida pública. Caso contrário, ele certamente teria sido mencionado pelos evangelistas, como o foi Maria.

INFLUÊNCIA DE JOSÉ NA FORMAÇÃO DA PERSONALIDADE DE JESUS

São José teve papel importantíssimo na formação da personalidade de Jesus enquanto pessoa humana. Claro, Jesus é o Filho de Deus. Porém, se analisarmos o comportamento de Jesus do ponto de vista humano, veremos que ele (Jesus) foi um menino e um homem que teve um pai presente, piedoso e influente. Um pai que ensinou ao filho o caminho da justiça, da verdade, do amor e do conhecimento da Palavra de Deus.
Não é à toa que São José é chamado de “Justo” desde os Evangelhos. Por isso, São José é um dos maiores santos de todos os tempos.

ORAÇÃO A SÃO JOSÉ
A vós São José, recorremos na nossa tribulação e, depois de ter implorado o auxílio da vossa Santíssima Esposa, cheios de confiança, solicitamos também o vosso patrocínio.
Por esse laço sagrado de caridade que vos uniu à Virgem Imaculada Mãe de Deus, e pelo amor paternal que tivestes para com o Menino Jesus, ardentemente vos suplicamos que lanceis um olhar benigno à herança que Jesus Cristo conquistou com o seu Sangue, e nos socorrais em nossas necessidades, com o vosso auxílio e poder.
Protegei, ó guarda providente da Divina Família, a raça escolhida de Jesus Cristo;
Afastai para longe de nós, ó Pai amantíssimo, a peste do erro e do vício. Assisti-nos do alto do céu, ó nosso fortíssimo sustentáculo, na luta contra o poder das trevas;
E, assim como outrora salvastes da morte a vida ameaçada, do Menino Jesus assim também defendei agora a Santa Igreja de Deus contra as ciladas dos seus inimigos e contra toda a adversidade.
Amparai a cada um de nós, com vosso constante patrocínio, a fim de que a vosso exemplo e sustentados com o vosso auxílio, possamos viver virtuosamente, piedosamente morrer, e obter no Céu a eterna bem-aventurança. Amém!

UM POUCO SOBRE A IMAGEM DE SÃO JOSÉ 
A imagem de São José, como em toda a iconografia cristã, é rica em simbolismos e significados, desde a cor das roupas aos objetos inseridos. Vamos conhecer cada detalhe e entender o significado de cada um.

● O manto marrom de São JoséOO
manto marrom de São José tem um significado belo e profundo: a humildade e a simplicidade. O marrom é a cor da terra, do chão. Por isso, ele simboliza humildade e simplicidade, retratando a personalidade de São José: homem simples, humilde, do qual pouca coisa se fala na Bíblia. O marrom é também a cor da madeira. Por isso, o manto marrom de São José também nos lembra o ofício que ele desempenhava: o de carpinteiro. Portanto, o manto marrom de São José nos fala que ele era um homem humilde, simples, trabalhador, carpinteiro de profissão. Foi assim que ele ganhou a vida, amparou e sustentou a Sagrada Família.

● A túnica de São José
A túnica de São José normalmente vem pintada na cor roxa, azul ou branca. O roxo representa a penitência, mas também (e mais aplicado a São José) a fé, a paciência e a confiança. O azul simboliza o céu, onde São José já está e, de lá, intercede por nós e é o grande patrono da Igreja. O branco simboliza a pureza de coração. Esta foi uma grandes virtudes de São José: homem puro e chamado pelo evangelista de 'justo'.

● O lírio na mão de São José
O Lírio representa a pureza do seu coração e a vitória da vida sobre a morte. Representa a vitória dos santos, a vitória de São José sobre o mundo, sobre o pecado e, em Jesus Cristo, a vitória sobre a morte.
● O olhar para baixo
Em quase todas as representações de São José ele está olhando para baixo. Isto significa que ele foi o pai terreno de Jesus. Lembra-nos que o grande São José foi pai adotivo do Filho de Deus. Porém, foi pai. Amou, cuidou, ensinou e formou o menino Deus cumprindo seu papel de pai, dando um nome e uma família a Jesus. Sua missão neste mundo, aqui 'em baixo', para onde São José olha, foi grandiosa. Por isso ele é representado olhando para baixo. Significa também que ele olha e intercede por nós que estamos aqui na terra, em peregrinação para o céu.

● O menino Jesus no colo de São José
O menino Jesus no colo de São José é mais um símbolo da paternidade deste grande santo. Ele assumiu Maria quando ela estava grávida de Jesus, sabendo que ele não era o pai da criança. Segurando o menino Jesus no colo significa que cuidado e a proteção de pai que São José deu a Jesus e que pode dar a nós, pela sua intercessão.

● A túnica branca do menino Jesus
A túnica branca do menino Jesus simboliza a pureza de coração do menino. Os detalhes em dourado simbolizam a origem divina de Jesus. Fala-nos, mais uma vez, que José é o pai adotivo de Jesus.

● O globo na mão esquerda de Jesus
O globo na mão esquerda de Jesus significa o senhorio que ele tem sobre todas as coisas. Como diz São Paulo: 'Tudo foi criado por ele e para ele...' Ele é o Senhor, ou seja, o dono de tudo; ele tem o mundo em suas mãos.

● A mão direita do menino Jesus abençoando
A mão direita do menino Jesus abençoando nos lembra o amor de Deus, que quer derramar sobre nós toda sorte de bênçãos espirituais em Cristo Jesus. E o menino Jesus também olha para o chão, como que olhando para toda a humanidade que está neste mundo, abençoando a cada um de nós.

Fontes:  https://www.nossasagradafamilia.com.br
https://cruzterrasanta.com.br